Resenha: Catch a Mate (Pegue seu Perceiro) - Gena Showalter

''Se você fosse o Catch a Mate... eu te leria todinho, gato.''  

Olá queridos leitores, essa é a primeira resenha internacional do blog e ela foi escrita pela minha grande amiga Lena Portela, espero que curtam e não se esqueçam de comentar.

Sinopse: Jillian Greene sempre é pega no ato — é seu trabalho! Trabalhando na Pegue seu Parceiro, Jillian é paga por receosas esposas para sorrir, paquerar e provar que não se pode confiar no sexo oposto. Sua única regra básica? Nada de sexo. Até que um magnífico eletrizante homem entra em cena… Marcus Brody acaba de ser contratado como chamariz para provar a fidelidade feminina. A última coisa que Jillian precisa é um sócio… especialmente um exasperante, irresistível homem que a faz fantasiar arrancar sua roupa. Pode uma inteligente mulher moderna encontrar a felicidade com o homem mais tentador que alguma vez tenha conhecido? Existe tal coisa como um homem totalmente monógamo?

Titulo: Catch a Mate (Pegue Seu Parceiro)
Autora: Gena Showalter
Editora: HQN Books
Número do Livro: Livro único
Ano de Lançamento: 2007
Classificação: 5/5

Opinião:

Em Pegue Seu Parceiro, Gena conta a história de Jillian Greene, uma mulher solteira e bem resolvida que diferente da maior parte de suas semelhantes não está a procura de um príncipe encantado. Pois, na opinião de Jillian, eles não existem. E os que ainda ousam povoar a terra são todos parte da escória. Todos. Jilian acredita que não existam homens dignos de sua compaixão, ela acha que a unica coisa que eles sabem fazer é machucar as mulheres por conta de que não conseguem manter a fidelidade. Para Jillian nenhum homem merece confiança, porque mais cedo ou mais tarde eles irão quebrá-la. 
"Na vida só havia uma certeza e Jillian Greene, lamentava dizer, era que todos os homens eram uns porcos."
Jillian cresceu desiludida e fechada para o amor por conta de um trauma do passado. Ela foi traída por um homem que amava e isso a tornou alguém dura e desacreditada. Por conta disso é que trabalha na Pegue Seu Parceiro, uma espécie de empresa para esposas desconfiadas. O Pegue seu Parceiro é um lugar onde mulheres que suspeitavam de seus maridos, namorados ou rolos vão. Lá elas têm toda uma ajuda do pessoal da empresa, incluindo Jillian, para descobrir se seus homens, de fato, estavam pulando a cerca. O trabalho de Jillian era ser uma chamariz. Como o próprio nome indica ela estava lá para "chamar a atenção" dos alvos em questão. Acontecia o seguinte: a mulher traída vai até aPegue Seu Parceiro e escolhe uma chamariz que mais se adeque aos "gostos" de seu marido. Esta pessoa (o chamariz) é quem é responsável de estar no local e hora certa e bem, flertar.O resultado disso era uma quase certa mulher aos prantos.

Mas para Jillian era um porco ao menos enganando uma pobre mulher cheia de amor para dar. Ela gostava do que fazia justamente porque sentia que estava fazendo algo de bom ao mundo. Fazendo com que as mulheres enxergassem a verdade e, no fim, não sofressem tanto assim.
"Algumas pessoas (as que eram culpadas) poderiam considerar que as enganava. Outras (as que eram muito culpadas) poderiam considerar que o que fazia estava errado. Mas ela nunca beijava, tocava ou fazia sexo com os homens, só os permitia incriminar-se com suas própriaspalavras, por isso sua consciência estava tranquila. Além disso, não existiria nenhum problema se seus objetivos simplesmente a enviassem de volta por onde tinha vindo. Em troca, devolviam-lhe os sorrisos, diziam suas próprias mentiras e respondiam a sua paquera. Estavam dispostos a esquecer os anos de fidelidade, deixar a um lado sua honra e faltar completamente com o respeito a suas parceiras por uma suposta noite selvagem. Para Jillian, mereciam-se o que conseguiam."
Jillian tinha um sonho de comprar a Pegue Seu Parceiro de sua chefe, Anne, para tentar expandir o negócio e fazê-lo daquilo em que era tão boa, algo pelo qual tanto buscou. Mas tudo vai por água abaixo quando Marcus ou Markie (porque ele odeia ser chamado assim) aparece na Pegue Seu Parceiro, vindo não sei de onde e exibindo seu físico glorioso pelo lugar onde, supostamente, quem deveria estar exibindo algo eram as mulheres. Jillian começa a odiar definitivamente Marcus quando Anne anuncia que ela mesma quer ampliar os horizontes, fazendo que a Pegue Seu Parceiro tivesse como alvo não só esposas desconfiadas, mas também maridos. Jillian pira, é claro, ainda mais quando sabe que deve trabalhar com Marcus como parceiro.
Marcus/Markie/Traseiro Bonito (haha) é como a versão masculina de Jillian, que depois de uma traiçao perdeu totalmente a fé no amor e nas mulheres. O objetivo de sua vida é fazer com que os homens vejam quem as mulheres realmente são. Ele é atraente e divertido, o que faz com que seu trabalho seja facilitado. E embora seja fechado e distante, ainda sim, consegue se sair perfeitamente bem com as mulheres.
“— As mulheres são as estelionatárias e as mentirosas — disse — Não os homens. Elas alegremente esquecem sua moralidade quando acreditam que vão conseguir um orgasmo. Ou um homem com mais dinheiro. Ou um homem que estupidamente faça tudo o que pedirem. E a lista poderia seguir e seguir.
Jillian piscou de novo quando a compreensão se fechou sobre ela de repente. Oh, que ironia. Riu, incrédula. Marcus Brody era a versão masculina dela mesma. Este espécime ferozmente lindo pensava que as mulheres eram umas vulgares. Incrível. Incompreensível. “Não tinha preço.”
Gena Showalter é conhecida pelo seu sucesso no universo fantástico, mas acredito que ela tenha se saído maravilhosamente bem neste livro. Escrito em terceira pessoa, você consegue capitar todos os pontos de vistas e personagens que você não poderia ter conhecido de outra forma. Mérito da autora. Os personagens são inteligentes, cativantes, irônicos e divertidos. O romance contém cenas quentes, porém, há mais do que sexo na coisa toda. Agora que aparentemente a modinha literária são os romances eróticos (vide: gravatinha cor prata na capa.) sem ser vulgar (não resisti. Tinha que fazer a piadinha.), eu acho que os que prevalecerão será aqueles com uma história, um conflito, um conteúdo por trás de toda a proposta sexy. E Catch a Mate tem isso. Enquanto Jillian e Marcus estavam expondo tão ferozmente seus argumentos para desacreditarem na integridade de cada homem e mulher que viam, eles aprendiam com eles mesmos.
"— Pomos as cartas na mesa?
— Por que não? — ela riu sem humor — Estamos a ponto de nos ver nus… outra vez.
— De acordo. Não a odeio e nunca a odiei. Desfruto passando o tempo com você. Pensei em você desde a primeira vez que a vi. Parece que a desejei sempre. Ainda não quero uma relação. — soltou precipitadamente — Mas realmente a quero mais do que quis a ninguém em muito, muito tempo.
Sua boca se abriu e fechou, um som estrangulado surgiu de sua garganta. Ele franziu o cenho.
—E bem?
—E bem, o que? — conseguiu grasnar ela.
—Ponha suas malditas cartas na mesa."
Além do que, o romance é divertidíssimo. Jillian e Marcus travam uma briga eterna e essas são as melhores cenas porque, quando exaltados, os personagens sempre acabavam de um jeito ou outro aos beijos. Há algumas cantadas em cada começo de capitulo (já utilizei para zuar alguns amigos, foi muito engraçado) e você acaba rindo sem querer disso. Os demais personagens também são interessantes e cada um tem algum tipo de historia para contar.
"— Então simplesmente vamos nos jogar na cama?
— Certamente que não.
Ele colocou as mãos sobre sua cintura, arregaçando sua camiseta até que uma parte de estômago ficou à vista. Plano, liso. Não tinha passado o tempo suficiente naquela área ontem à noite e ansiava fazê-lo agora.
Jillian mordeu o lábio inferior.
— O que vamos fazer, então?
— Vamos nos despir, e logo depois nos jogaremos na cama."
Catch a Mate é um livro muito bom, divertido, informativo e bem escrito. Gena criou personagens cativantes e uma história que acaba te passando uma lição depois de tudo. Jillian e Marcus representam aquelas pessoas que se fecham depois de uma decepção ou se tornam desacreditadas no amor, que acabam tão perdidas em seus próprias dores que não percebem que podem estar deixando passar uma boa chance de ser feliz. Enquanto eram obrigados a conviver juntos, Jillian e Marcus, aprenderam um com outro. Eles acabaram encontrando um espelho no qual refletiam o próprio interior e no fim, descobriram que algo ainda existia para eles. E que eles iriam perder isso se não deixasse para trás as mágoas, os preconceitos, as feridas e aprendessem com as próprias quedas e dores. Com o perdão. Para que enfim, pudessem estar livres para amar.
"De repente sentia tal sentido de perda que não podia respirar. Tinha um esmagante peso no peito, sufocando-o. Matando-o. As coisas tinham terminado. As coisas tinham terminado. O pânico se intensificou, o assaltando, abrindo uma porta na mente e permitindo que a verdade o alagasse… uma verdade tão evidente que não estava seguro de como pôde tê-la negado alguma vez."
Livro espetacular. Infinitas indicações. Espero que lancem logo no Brasil para que todos tenham a oportunidade de ler o divertido romance de Gena.
Quote: "Estava inclinada sobre a pia, rindo quando ele espreitou dentro. Deus querido. Sua vizinha de setenta anos a tinha visto tendo sexo. E não se importava. Em que tipo de pervertida sexual a convertia Marcus?
Imperturbável por sua nudez, ele ancorou as mãos sobre seus quadris e a fulminou com o olhar. Estava ruborizado e tinha o cabelo revolto. Os olhos brilhavam com satisfação, desmentindo a cólera que tentava projetar. Quando o riso diminuiu.
—Se acha que isto vai liberá-la de me abraçar, está muito enganada — disse."

Separei duas das cantadas do começo dos capítulos para vocês, são as seguintes:
"O que diria se voltássemos para o quarto e brincássemos de matemática. Acrescenta uma cama, subtrai nossa roupa, divida as pernas e nos multipliquemos."
 "Espero que conheça a ressuscitação cardiopulmonar porque você tira meu fôlego."


Até a próxima pessoal.
Resenha por: Lena Portela.

1 comentários:

  1. Adorei a resenha, parabéns! Fiquei curiosa para ler o livro.

    ResponderExcluir

 
Copyright 2013 Sede de Ficção. Design por Adália Sá | Editado por Valbert Moraes.